quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Doí e rasga o peito
mas aí eu me pergunto, onde está o defeito?
Não podemos nos queixar de que o sol não tenha nascido,
nem de que a noite não tenha feito questão de encher o céu de estrelas e deixar a lua bem cheia
iluminando os sonhos e clareando todo e qualquer pensamento obscuro.
A água leva embora todo sentimento pesado,
e ainda existem as flores que enfeitam os sorrisos e os abraços.
Eu me pergunto: onde está o defeito?
Se falta algum tempo, o tempo que sobra é intenso. Então, onde está o defeito?
A leveza de duas mãos dadas nunca havia sido encontrada. Basta.
Basta passar a mão com leveza todos os dias sobre a alma e retirar a poeira que se acumula em alguns cantos. A sujeira do mundo está nas mãos de quem não acredita que o amor é uma entrega de corpo e alma.
Achei o defeito, e agora? Será que agora fica fácil?

Um comentário:

Tiago Abreu disse...

"A leveza de duas mãos dadas nunca havia sido encontrada"
que sutileza, mesmo que suas palavras me amedrontem frente `possibilidade de uma mágoa tão profunda atingir sua sensibilidade... e pior, que isso venha de mim. bem, de qualquer forma, a inspiração - para a decepção ou para a realização - preenche sua poesia do começo ao fim, essa inspiração que, venha de onde vier, esta presente aí, e eu nem sei, fico sem reação lendo esse texto cheio de nexo profundo e destemido, e ainda claro, ao mesmo tempo enigmático, através do qual desvendo seus dramas, penso... será? o que quer dizer sem querer?