sexta-feira, 14 de março de 2008

...eu escrevo, me descrevo inteira. no instante do sentimento, no ápice da ideia, da lembrança, da saudade... pego a palavra bruta e arremesso no papel, na tentativa de mostrar o filme que se passa aqui dentro, e não ficar muda, só em pensamento. mas acabo muda, deixando a entender que a palavra escrita, foi o último dito meu. não posso ser representada por apenas minhas palavras, há tanta coisa pra ser dita. eu represento o instante. existe o depois depois do instante, e depois é mais a frente, e tudo pode ter mudado. há muita coisa pra ser dita, mas eu escrevo. não na obrigação de quem quer ser lida, mas na busca de uma compreensão um pouco mais profunda. me encontro em estado novo, na descoberta de quem eu realmente sou, curiosa nos meus pensamentos, surpresa com meus mais variados desejos. anda chovendo muito, e mesmo que eu tente ficar triste, achando que isso vai me ajudar a ter mais consciência, não consigo, a chuva me alegra. eu não gosto de dar explicações, aceite o meu escrito como uma arte, que é feita pra ser sentida e não explicada...

8 comentários:

Paloma disse...

Eu acredito que quem ama as aplavras, aceita-as mesmo em estado bruto - quem recusaria um diamante por n�o ter sido lapidado? Lindo post!

Sabrina disse...

... sou o que escrevo naquele momento. mas também sou muito além. e posso ser tudo diferente no instante seguinte. sempre nova. sempre a mesma.

"Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
As sensações renascem de si mesmas sem repouso (...)"

Mário de Andrade

um beijo!

Juliana Caribé disse...

"não posso ser representada por apenas minhas palavras, há tanta coisa pra ser dita."

Clarice, grande como era, e conhecedora da alma humana, escreveu: "Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas."

Não tente ser fácil e lógica. Você não é. Ninguém é. Seja auto-explicativa, só pra confundir. Tuas palavras, apenas, não te representam. Você tem tanto sentimento dentro de si, que nem todas as palavras de todos os dicionários dariam conta da tua profundidade. Você é única, menina. E assuma essa singularidade para você.
Jogue a palavra bruta e jogue o sentimento bruto assim também - estado de lapidação. E, cuidadosamente, esculpa nele tudo quanto quiser.
O instante é você, enquanto você viver (de novo, Lis-pector). E, realmente, tudo pode ser mudado. E te digo mais: tudo VAI ser mudado. Porque é assim que tem de ser. É preciso caminhar pra frente, deixando pra trás rastros de um passado glorioso.
E sobre a chuva, nem sempre ela é pranto, sabe? Ela pode ser canção...
Sinto cada palavra sua, cada vírgula, ponto, reticência. Não se explique. Deixe as entrelinhas falarem por você.

P.S. Eu AMEI a imagem que você escolheu. De verdade. Achei simples e bela. Copiei pra mim, tá?

P.S.2 Queria te mandar o texto que te escrevi pelo correio. É possível?

P.S.3 Você tem msn?

Beijos.

Heber disse...

Cláudia, que bom que você gostou de alguam coisa no meu blog. Novo por aqui. Mt coisa ainda pra rolar, aprender, e, principalmente, configurar na estrutura dessa página. huahuauha
Pois tb quero virar freguês do seu. Vc escreve dum jeito q me cativa e me traduz em mt coisa.

De onde vc fala? Me conte um pouco mais de você...

Amanda Bia disse...

que lindo! como me identifiquei com tuas palavras... e adorei seu blog! principalmente porque tem letras roxas, hehehe!
virei aqui sempre que possível!
Beijos!

Amanda Bia disse...

roubei sua idéia de cores do template! vê se vc gosta! hehehe!
beijos!

Verena Rabenschlag disse...

Muitamuitamuitasaudadedevocê

Filipe Garcia disse...

"eu escrevo. não na obrigação de quem quer ser lida, mas na busca de uma compreensão um pouco mais profunda"

e essas suas palavras me traduziram de tal forma que nem preciso lhe dizer quem sou. Está aí: essa fusão de sentimentos que quer escrever e não consegue, que quer explicar e não dá conta... escrever é complicado. Liberta mas ainda deixa a gente preso naquilo que poderíamos ter escrito melhor.

Gostei demais da sua escrita poética.

Abraços