quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Licença pra Saudade

hoje eu tirei licença
pra lembrar e sentir saudade
é cada coisinha pequena
os detalhes, a cumplicidade
lembro-me de quando nos encontrávamos no escritório
e ali passávamos a tarde, sem fazer nada
mas fazíamos muito, fazíamos planos
apesar de tanto tempo, tantas cartas
éramos estranhos
cada olhar lançava uma dúvida
cada beijo era uma resposta
numa dessas tardes, te abracei forte
e disse que não tinha volta
estava atrasada
você me levou até a metade do caminho
lancei um olhar e te vi ao longe se afastando
senti saudade, e uma certa tristeza
desde então eu percebi
que nada podia ser feito
nunca na metade do caminho,
mas sim até o infinito.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

SenhoraSABETUDO

Ah! Um dia eu ainda me aborreço
e te devolvo toda sua arrogância e prepotência
Quisera eu ser burra e menos curiosa
não sairia por aí lendo o que não presta
e tirando conclusões precipitadas do amadurecimento
Sou menina nova, estudo com gosto,
estou aprendendo a lapidar o mundo
Não chego ao fim da música antes da hora
nem pulo nenhuma das partes,
sempre acerto o tom.
Eu sei muito bem colocar os pingos nos "is",
embora o uso da crase ainda me confunda.
Eu ainda chegolá.
Eu não beiro o envelhecimento,
minhas flores estão desabrochando
e minha juventude perdurará por toda vida,
porque fui moça de família
e desde pequena aprendi oque é humildade
Todo ser é sábio, mas aquele que muito se afirma
um dia é pego pela própria língua.
Não nego minhas origens,
nem faço propaganda "eu sou mineira"
não uso minha terra, pra adorar outro lugar
Cada ser tem seu aconchego,
e é pra lá que ele volta todo natal, virada de ano
e essas parafernálias todas.
Eu não me afligo, eu dou licença
e você passa "cheia de graça, no doce balanço"
Não te conheço minha SenhoraSABETUDO,
mas sei que me adora!
De alguma maneira minhas palavras te confortam,
te confrontam, te incomodam? Obrigada.
Eu sonho além,
e já li tantas vezes que eu posso voar...
eu já tracei meu destino,
nem cidade maravilhosa, nem terra da garoa
eu vou é pra ilha perdida,
eu vou é pro Paraíso.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Gangorra

nenhum fim está mais perto
que o recomeço
noites de choro
reza arrogante
malas prontas
orgulho ferido
nenhum fim está mais perto
que o recomeço
emoção renovada
fé concertada
planos pra viagem
amor prometido

domingo, 6 de janeiro de 2008

Imagina se pudéssemos voltar à 1968...

Como assinante da Folha de São Paulo, todo final de semana eu recebo uma revista Época edição especial. A revista desse final de semana foi sobre o ano de 1968 "O ano das transformações"... depois de ler páginas e mais páginas não pude deixar de escrever um pouquinho aqui, pois a matéria me encantou! Mesmo quatro décadas depois, 68 continua sendo visto como o ano da experimentação livre de drogas, do psicodelismo, do anticoncepcional, da minissaia, do sexo livre, do feminismo, da defesa dos homossexuais, dos protestos, das revoltas dos estudantes, da tropicália e do cinema marginal brasileiro. "Foi, em suma, o ano do "êxtase da História", frase do sociólogo frânces Edgar Morin, um dos pensadores mais importantes do século XX. Bob Dylan disse recentemente que 68 foi o último ano em que as utopias, todas as utopias eram aceitas, hoje em dia, segundo ele, "ninguém mais quer sonhar". Alguns afirmam que o ano simboliza a loucura de milhões de jovens cabeludos e rebeldes que queriam destruir a moral da velha sociedade. Eu, e mais e mais pessoas afirmam: é muito mais que isso. Nesse início de 2008 estão previstos vários eventos em comemoração aos 40 anos de 1968. No Rio de Janeiro, a Universidade Federal promove um ciclo de debates com especialistas estrangeiros e brasileiros, em abril. Na França e nos Estados Unidos também acontecem várias manifestações. Muitos acreditam que o mundo seria muito pior se 68 não tivesse acontecido, e eu também! A atriz Leila Diniz rompeu uma sociedade conservadora, numa época em que as mulheres nem sequer saíam sozinhas. Linda, corajosa, irreverente, saiu de casa aos 17 anos para viver com o cineasta Domingos de Oliveira, e em 1996 com o filme "Todas as Mulheres do Mundo" ganhou notoriedade quando apareceu nua. Os Beatles vão de encontro ao guru indiano Maharishi Mahesh Yogi. Fizeram o ocidente descobrir a espiritualidade oriental. Led Zeppelin faz seu primeiro show. O Tropicalismo transformou a área cultural na própria contracultura. Celso Martinez encena a peça Roda Viva, um dos maiores marcos da contracultura. Enfim, não há como não querer viver em 68. A geração de 68 atingiu, sim, seu ideal de transformar o mundo.
Agora, e a geração de hoje se preocupa com isso?

Para não Dizer Que não Falei das Flores
(Geraldo Vandré)

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Ana.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Horário de funcionamento

as mulheres estão fechadas,


após oito horas de trabalho


e mais de um mês sem visitar um salão de beleza.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008


Sobre as borboloetas paralíticas

Sim, eu sei.
Pode parecer maluquice, mas eu vou mesmo desparafusá-las e arremessá-las no jardim.
Mesmo que não possam voar, ficarão entre as flores, o devido lugar das borboletas paralíticas. Não suporto mais essa idéia de abrir a janela, levantar os vidros e vê-las ali: disfarçadas de dobradiças.

Rita Apoena

domingo, 30 de dezembro de 2007

yeah yeah yeah

é 2007 vai saindo, e o que eu posso dizer disso: até que enfim!
não, mas não posso ser displicente a ponto de esquecer todos os momentos maravilhosos que esse ano me proporcionou. tá, foi mais complicado do que fácil, mas é bom que o amadurecimento chega cada vez mais. tudo tem seu tempo, e 2008 é meu ano! Tudo que eu comecei em 2007, tudo que tá de pernas pro ar, em 2008 eu ajeito.
é o ano de por tudo no lugarzinho que eu quero, sem tanta dificuldade, afinal de contas 2007 veio rasgando, mas como eu já disse, o bom é que aprendi muito muito com isso tudo!
então é isso, amanhã 00:00 a gente faz aquele brinde e claro dá o primeiro trago, beija quem ama, abraça quem é amigo, chora por quem está longe e sente saudade de algumas coisas... mas ano novo também é amor, e de amor nunca pude me queixar.
dia 02 eu começo na agência que eu sempre quis trabalhar, tenho que ralar muito pra conquistar meu lugar... mas é isso aí!
2008 é a minha vez!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007


gosto mesmo é de escrever na cabeça
nada organizado, nada coerente, nem bonito
aqui eu penso, mas muitas vezes só eu leio
e cada verso parece melhor que o outro
eu erro, eu me concerto
eu não gosto, eu esqueço
eu fico assim: EGOÍSTA, e só eu tenho haver com isso.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Para trás ou para a frente, é igualmente longe. - Fora ou dentro, o caminho é igualmente estreito.
- É ali! - e ali! - e tudo ao meu redor! Penso que saí, e estou de volta, bem no meio. Qual é o seu nome? Deixe-me vê-lo! Diga o que você é!

...ele leu. eu não esqueci...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

a Ana!


Coração Vagabundo

(Caetano Veloso)

Ana Cañas

Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meus sonhos
Sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

De onde vem a inspiração
sai coisas que o tempo não muda
e que a gente não esquece
Viver torna-se uma busca dura
e não há mais balinhas no bolso do vovô
Hoje eu vivo por mim mesma
e se eu caio eu me levanto, me reanimo e até me conforto
Há quem diga que a vida é feita de escolhas
mas a vida é mesmo o que a gente busca
Neste momento não vou voltar atrás
e pedir o útero dela de volta
Eu quero é mundo
e até os 30 muitas histórias pra contar
Há quem queira vir comigo
mas caso eu vá sozinha
não importa, eu sei que eu ainda chegolá...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Ana

acende teu cigarro,
traga teu cansaço.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Esta manhã de chuva rasa
revira sentimentos e
faz brincar os pensamentos adormecidos
Quanto relapso
tanta coisa passa desatenta, despercebida
A vontade não descansa nenhum dia do ano
aquele sentimento que dá forças
e sufoca ao mesmo tempo
e é tão rude que traz culpa e motivação também
Eu não me rendo nunca
nem com todos apelos e atropelos sofridos
Eu posso ser fraca, mas meu nome soa forte
preciso sair do papel, da cabeça
Ansiosa, mas realista mais ainda
eu sei ver do meu centro tudo ao redor de mim
e buscar com garra algo mais além
Tenho pouca idade e todo tempo do mundo
não sou super mulher, nem fui feita de porcelana
tenho o toque que preciso, a delicadeza sutíl
e a feminilidade à flor da pele
Não ouso dominar as palavras
mas elas me oferecem a melhor forma de expressão
e enquanto eu tiver voz, mesmo que fina e doce
gritarei aos milhares de cantos do mundo
TUDO que eu quiser...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

ALERTA DA SAÚDE

Existe uma doença que a anos persegue o mundo.
Uma patologia cujos índices têm aumentado muito nos últimos tempos: a INVEJA.
Ninguém nuca se atreveu a procurar a cura, ou até mesmo saber a origem da mesma.
Ela é contagiosa (alguns acreditam), mas eu particularmente acredito que depende da susceptibilidade do indivíduo em contato. Ela, muitas vezes, causa danos desagradáveis à felicidade alheia.
Eu considero a maldita feia, e se torna vergonhosa quando exposta direta ou indiretamente aos outros. Mesmo não acreditando no poder da dona INVEJA, alerto: CUIDADO! A cada dia que passa, mais pessoas se contaminam, e é uma vergonha...

Ana.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Universo ao meu redor

Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown
Tarde, já de manhã cedinho
Quando a névoa toma conta da cidade
Quem pega no violão
Sou eu, sou eu
Pra cantar a novidade

Quantas lágrimas de orvalho na roseira
Todo mundo tem um canto de tristeza

Graças a Deus, um passarinho
Vem me acompanhar
Cantando bem baixinho
E eu já não me sinto só
Tão só, tão só
Com o universo ao meu redor

Dessa vez foi.

Aviso: A I Reunião dos Artistas está temporariamente com data indefinida,
devido alguns problemas na UFU.
Assim que obtivermos nova data eu coloco aqui!

Ana.