sexta-feira, 29 de agosto de 2008

me viro
e te vejo
louca pra te chamar
e te dizer que hoje
aprendi mais coisas
sobre você
te contar
que atravessei a noite
com sorriso no rosto
respirando cheiro seu
felicidade mútua

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

- Vi o elevador abrindo as portas e seu sorriso ansioso, você pegou as minhas malas e levou para o carro.

Aquele clima de fim de ano, cheiro de férias, mais uma das nossas viagens. Zé, cê sabe onde eu fico, passa aqui qualquer dia desses com o carro cheio. A chave do apartamento cê tem, e minha mão já é sua. Então corre Zé, senão, num dia como o de hoje quem passa aí sou eu, e a urgência vai ser tanta que vai caber só nós dois mesmo no carro, e no máximo aquele livro que cê gosta. Vambora Zé! Eu já me cansei de sonhar...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008


independe do consciente. meu amor muitas vezes fere a ética, a moral e os bons costumes. psiquê, UNIÃO DO AMOR E DA ALMA. é não, sabendo que amanhã vai ser sim. faz-se hoje, agora, sabendo que está porvir o desejo, que engana e surpreende, não é premeditado. ofereci a outra face e me orgulho disso! nunca fui mulher de chorar baixinho, de ter medo de ordens e nunca me dediquei a algum seriado americano. eu acredito no pra sempre, no final feliz, no amor "clichê". que soe piegas! talvez eu deveria me chamar Maria, Antônia, Francisca... sei que o amor é bonito pra quem ama. eu amo bonito, não o temo, pois é ele que me move.
o amor renasceu hoje!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

início dos 20 e poucos anos...



o silêncio que precede o sufoco
angústia, ansiedade
um certo medo bobo
olhei meia hora,
cravada no relógio
nele, existe tempo.
indícios de ferida na alma
pra mim, uma das piores doenças.
poderia dizer que toda vez é assim,
mas não é verdade.
Nesse último ano a tendência foi bipolar
colocando sempre em dúvida meus sentimentos
fui exposta ao fogo
5 tiros de 38 no peito
sobrevivi, mas noto bastante diferença,
algumas só eu mesma percebo,
outras são apontadas, como se fosse
necessário "ser" pra alguém ver.
eu ainda sou menina
que sente falta de mimos,
e chora no escuro abraçada ao travesseiro
brinco, danço em frente ao espelho
e fico extremamente irritada quando quero chamar a atenção e não consigo!
nessa brincadeira de mulher,
cozinho, lavo, passo, uso salto e trabalho o dia todo.
mas assim, tão próxima do dia,
queria mesmo era passear na grama verde, colher flor,
correr contra o vento, sujar o vestido, pular no rio...
livre, livre, com um sorriso meu que eu achei esses dias atrás, em uma daquelas fotos guardadas... cabelo voando, felicidade, muita felicidade e um sorriso que não cabe na boca.
meu presente seria essa sensação!

sexta-feira, 18 de julho de 2008



Quando piso em folhas secas
Caídas de uma mangueira
Penso na minha escola
E nos poetas da minha Estação primeira

Não sei quantas vezes
Subi o morro cantando
A luz do Sol me queimando
E assim vou me acabando

Quando o tempo avisar
Que eu não posso mais cantar
Sei que vou sentir saudade
Ao lado do meu violão e da minha mocidade

terça-feira, 15 de julho de 2008


foi como se tudo estivesse em "reprise".
"deja vu"?

sensação de andar de bicicleta no começo do inverno...

moleton, tênis confortável e café quente na chegada.

foco no olhar, ora distante, ora dentro do pensamento.

mais ou menos assim,

muito íntimo, muito misterioso

muito livre... muito leve...

pluma branca na palma da mão (esperando o vento).

eu igual borboleta, posso voar, posso ficar.

.

são dois palmos,

.

uma pluma,

.

uma borboleta,

.

e é melhor não fechar a mão.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

E
S
C
A
S
S
O
detido na prateleira mais empoeirada;
caco de vidro na sola do pé.
em tempo frio
pingou gota de chuva na ponta do nariz,
e eu acordei num sonho bom...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Zona de Perigo

dentre tantas confusões

eu parada na marquise

aparo a mão pra ver se posso com a chuva

apoio um pé pra ter certeza se piso com os dois

e verifico na mochila um salva-vidas




depois de tanta tempestade

não me arremesso na neblina.

é como um kit de sobrevivência

caso haja um ato falho

retiro da cartola um coelho (rapidamente)




aqui, já é aviso.

eu já me disse

que eu fui e não venho

mas saio correndo se for preciso.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

já chorei rios aqui em cima do teclado

trouxe folhas e folhas

mas nenhum escrito sorri pra mim

nada completa o sentimento

nada esclarece a vontade

faço tudo como antigamente

mas falta um brilho, falta aquela nitidez

aquela loucura, aquela vontade

falta ar...

espero que o coração pulse novamente, e rápido.


*estou sem internet, entro bem rápido e não está dando tempo de comentar... mas continuo lendo todos vcs, obrigada por comentarem sempre aqui, mas logo logo volto a ativa, tomara!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

sapato novo - marcelo camelo

(...) – bem, como vai você? levo assim, calado
de lado do que sonhei um dia
como se a alegria recolhesse a mão
pra não me alcançar
poderia até pensar que foi tudo sonho
ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho, como der, eu vou até a beira
besteira qualquer nem choro mais
só levo a saudade morena
e é tudo que vale a pena

domingo, 25 de maio de 2008

foi quando maio chegou e me lembrou que umdiatudovirasaudade

segunda-feira, 19 de maio de 2008

caminho com a saudade...

.: algumas lembranças me deixam confusa diante dessa falta. como eu tinha pouca idade, as vezes me pergunto, se realmente aconteceu, ou se eu estou aumentando ainda mais essa saudade. naqueles últimos dias em que visitei você, meu coração batia bem apertado aqui dentro, e as lágrimas caiam de tanta dor, dor de ser inútil naquele instante, de saber que nem se eu lhe desse a mão (como antigamente) você ficaria de pé, seria uma tentativa sem solução igual a de falar, dar bom dia, perguntar se está tudo bem e esperar uma resposta tua, você só respondia com os olhos, e seu olhar trazia muita tristeza, dor e despedida. nessas horas os pensamentos torturam, e o arrependimento é algo inevitável. mas chorei foi de saudade, em momento algum de arrependimento, porque você já faz falta e mesmo daquela forma difícil em que você estava vivendo, você estava ali presente, e eu com todo meu egoísmo ficaria feliz se por toda eternidade você continuasse ali, para que eu pudesse pelo menos resmungar algumas palavras, perguntar se você fez a barba, pedir a benção, ou perguntar do jogo de futebol que passou ontem na televisão. foram anos, entrando em casa e repetindo as mesmas palavras: sua benção! quando eu estava de saída gritava: sua benção! fica com Deus! e ouvia já bem baixinho, perto do portão: sua benção minha filha, vá com Deus! tanta saudade. gostava de sentar em seu colo, e pegar as balinhas de hortelã naquele bolso mágico, com balinhas e alguns trocados, que de vez em quando eu também ganhava pra comprar papel de carta. você passava o dia todo jogando dama comigo, me ensinou cada truque, e o mais importante sempre me deixava ganhar! e eu sempre acreditava e ficava toda orgulhosa achando que tinha aprendido tão bem, que nem você ganhava mais de mim. já fui atrás de você na praça, já briguei porque tinha tomado todo meu danoninho, já chorei porque tinha batido nos cachorros... sempre lhe dei a mão para ajudar a levantar da cadeira, sempre peguei um copo de água bem gelado pra você beber, sempre mudei o canal da televisão e deixei você assistir o jornal, ou seu futebol preferido. naquele dia, no hospital em que fiquei segurando sua mão e você abriu os olhos pra mim, soube que era temporário, e entendi que você voltaria apenas pra preparar um pouco mais nossos corações. descanse, como um grande homem merece. você se foi em paz, e deixou muita saudade. guardo na lembrança aquela nossa foto, em que coloquei uma peruca cabeluda na sua careca e um berimbau na sua mão... eu com aquela cara de muleca, e aquela saia ridícula de vaquinha. que saudade vovô, pra sempre saudade :.

descansou na quarta - 14/05/2008 23:00

segunda-feira, 12 de maio de 2008










ontem eu cai,
mas o bom senso
amorteceu a queda
quebrei algumas partes
caminhei um pouco manca hoje pela manhã
quer cobrar sensibilidade?
meu tom de voz é gélido
e o mesmo frio que sopra minhas palavras
está morando aí dentro de você
então, cala-te
espera algum milagre?
já está criando raízes

gélido

do Lat. gelidu

adj.,
muito frio;
enregelado;
glacial;

fig.,
insensível, paralisado.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Exercício

inspire o ar leve

da presença de alguém do bem


expire cheiro de flor


namastê


a quem te faz feliz


segunda-feira, 5 de maio de 2008

na eterna busca, em torno de seu próprio eixo, em torno de seu apoio, dentro de sua própria direção. o que é felicidade pra você? quando as luzes se apagam, sua sombra companhia te diz algo sobre moral? alguém te cobra uma postura póstuma? quando jogam-te no mundo, não lhe ditam os perigos, e nem o dom de enxergar espíritos ruins. a maldade veste prada, é coberta de beleza, enche os olhos no primeiro instante. mãe, ouço seus sussurros, bem baixinho soam em minha lembrança, quero eu gravar todos esses ditos, e começar denovo, quero segui-los, tu és sábia, e eu meninaquerendosermulher já menosprezei várias vezes seus dizeres tão importantes. olha, as panelas estão sujas na pia, e se eu estiver com preguiça eu durmo com fome, porque as roupas, ah! as roupas tem que ser penduradas no varal. semana passada, molhou todo sofá, e já faz uns 6 dias que uso a mesma calça jeans. ontem mesmo, enquanto varria a sala, pensei em juntar poeira embaixo do tapete, mas não tem graça, eu mesma que vou ter que limpar depois. não é simples. as vezes ouço uma voz bem longe, e entro em casa correndo pra abraçar não sei quem: ninguém. na grande falta do que falar, escrevo, escrevo bastante, mas nem sempre arrisco a deixar alguém ler.